História

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Por decreto de Passos Manuel, publicado no Diário do Governo de 19 de Novembro de 1836, são oficialmente criados os primeiros três liceus em Portugal: o Liceu de Coimbra, o Liceu de Lisboa e o Liceu do Porto.

O Liceu de Coimbra substitui o Colégio das Artes (fundado por D. João III em 1548), e muitos dos professores do Liceu vêm do Colégio das Artes, que se extingue, dando lugar ao Liceu, que começa por funcionar precisamente nas instalações que tinham sido do Colégio das Artes. O Liceu de Coimbra constitui uma secção da Universidade de Coimbra (única que existia na época), tanto que os alunos do Liceu de Coimbra trajam capa e batina, o que vai perdurar por mais de um século. A partir de 1870, o Liceu fica instalado no Colégio de S. Bento. Após a implantação da República, o Liceu toma o nome de Liceu José Falcão (1914) e, dado o grande aumento da população escolar, foi criado, em 1928, o Liceu Dr. Júlio Henriques, funcionando ambos no Colégio de S. Bento.

Em 1936, os dois liceus fundem-se, dando origem ao Liceu D. João III, para o qual foi construído de raiz o edifício na Av. Afonso Henriques. Depois de 25 de Abril de 1974, o Liceu D. João III retoma o nome do seu antigo patrono, José Falcão, e, em 1978, com a unificação de Liceus e Escolas Industriais e Comerciais em Escolas Secundárias, este estabelecimento de ensino passa a denominar-se Escola Secundária José Falcão.

Este edifício, projectado pela equipa do arquitecto Carlos Ramos, constitui referência obrigatória quando se fala do Modernismo em Portugal. Foi, em 2010, classificado pelo IGESPAR como Monumento de Interesse Público.

 

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O edifício foi criado segundo as modernas concepções europeias do espaço liceal, que obedecia a normas rigorosas de higiene escolar (materiais utilizados, luminosidade, capacidade dos diversos espaços, etc.) e correspondia às exigências de um plano pedagógico que contemplava as áreas das Humanidades, das Ciências, das Artes Oficinais e da Educação Física.

 

São de referir as salas de Línguas, de História e de Geografia, os laboratórios, com material antigo (séc. XIX) e moderno, os vastos espaços destinados à Educação Física: ginásio, campo de jogos e piscina, que, na década de 70 foi substituída por um auditório. E é de salientar a magnífica Biblioteca, com um acervo de milhares de tomos dos séculos XV a XIX e de um valioso conjunto de manuscritos que constituem o “Fundo Antigo”, actualmente à guarda da Biblioteca Geral da Universidade de Coimbra. Este acervo proveio, em boa parte, das livrarias do Convento de Santa Cruz e dos Colégios de Santa Rita e Agostinhos Descalços de Coimbra, extintos em 1834.

O Liceu D. João III foi um dos dois liceus de formação de professores em Portugal desde os finais da década de 30 até 1947 (o outro era o Liceu Pedro Nunes, em Lisboa), sendo mesmo, entre 1947 e 1956, o único liceu no país a fazer formação de professores. De 1956 a 1974, o estágio apenas se podia realizar em três liceus: aos de Coimbra e de Lisboa juntava-se o Liceu D. Manuel II, do Porto. Gerações de professores estagiários passaram pelo Liceu D. João III e pela Escola Secundária José Falcão, vindo alguns a ser professores no próprio Liceu e, actualmente, na Escola Secundária José Falcão, e tendo outros seguido a profissão em diversas escolas do país.

A escola tem desempenhado um papel de relevo no Ensino e na Educação em Portugal, sendo muitos os nomes ilustres de seus alunos e professores ao longo destes 175 anos.

De referir, a título exemplificativo, o nome de escritores como João de Deus, Almada Negreiros, Fernando Namora, António Gedeão ou Miguel Torga; o de José Afonso ou de Luís Góis; o de presidentes da República (António José de Almeida, Bernardino Machado, Manuel Teixeira Gomes), o de José Mascarenhas Relvas, que proclamou a República da varanda da Câmara Municipal de Lisboa, o de académicos como Bissaya Barreto, José Gouveia Monteiro ou Rui Alarcão; o de homens de Estado como José Veiga Simão, António de Almeida Santos, Carlos Mota Pinto ou Francisco Lucas Pires. Por centenas se contam estes nomes. Acrescente-se a referência às actuais figuras representativas da vida da nossa cidade: Presidente da Câmara, Reitor da Universidade, Directora Regional da Educação, Director Regional da Cultura…

Gerações de alunos, de professores e de funcionários têm estudado e trabalhado neste estabelecimento de ensino, e a Escola sente-se honrada por continuar a contribuir para a formação de alunos que se têm colocado em lugares cimeiros nas provas a nível nacional e por muitos se distinguirem no plano nacional e internacional em vários sectores.

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